quarta-feira, 27 de maio de 2009

AMAR ... PORQUE É PRECISO!


AMAR ... PORQUE É PRECISO!

É fácil amar quem nos ama.

Difícil é amar os que nos ignoram ou são hostis.

É fácil amar quem nos entende.

Difícil é amar aqueles para quem somos e sempre seremos invisíveis.






É fácil amar nossos filhos quando eles saem do jeito que sempre sonhamos.


Difícil é amá-los quando o destino que eles abraçam nos impõe desafios extraordinários.







É fácil dizer que amamos Deus quando o "seja feita a vossa vontade" é igual a nossa vontade.

Difícil é amá-Lo nas crises, quando o "seja feita a vossa vontade" é diametralmente oposta à nossa vontade.






É fácil amar alguém saudável, alto astral, alegre, auto-suficiente.

Difícil é amá-lo sem desertar, na hora da sua queda e do seu declínio.








É fácil amar o exitoso, o bem sucedido, o bem estruturado.

Difícil é amar o falido, o fracassado, o que nos pede dinheiro emprestado, o pedinte mal cheiroso.







É fácil amar quem sempre espelha o nosso lado melhor e mais bonito.

Difícil é amar aqueles que projetam as nossas sombras.

É fácil amar quem nos apóia e sempre está ao nosso lado.

Difícil é deixá-lo partir, reconhecendo que ele tem novos horizontes e novas metas dos quais não fazemos mais parte.






É fácil amar quem facilita a nossa vida, quem nos abre caminhos, quem se constitui degrau para o nosso progresso.

Difícil é amar os que reiteradamente nos criam obstáculos, tropeços e embaraços.






É fácil amar o nosso jardim, as nossas flores, os nossos animais de estimação, afinal eles não nos argúem nem nos contestam.

Difícil é amar os que retrucam, os que tem opiniões contrárias, os que desestabilizam as nossas crenças.



Não se sinta culpado, leitor!

Eu, como você e milhares de outros seres humanos temos amado da maneira mais fácil.







Mas enquanto ainda não atingimos melhor grau evolutivo,

amemos (muito) do jeito que sabemos,

do jeito que podemos e conseguimos porque,

muito pior do que um jeito de amar ainda imaturo,

é a tristeza da total incapacidade de amar.



Fátima Irene Pinto

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